Não são apenas os estudantes que precisam de estímulo para ler.
Muitos professores também não têm esse hábito, que igualmente pode ser incentivado na escola.
A rede municipal de Marília (SP) desenvolveu um projeto de leitura compartilhada com os educadores no ano passado. "Oferecemos textos, discutimos o autor, trabalhamos junto com os professores. Não adianta apenas falar dos benefícios de ler", diz Marta Isabel Cintra, coordenadora pedagógica da Educação Infantil da Secretaria Municipal da Educação. Em reuniões semanais, textos de autores clássicos, como Graciliano Ramos e Clarice Lispector, eram apresentados aos educadores.
"É uma cadeia. Sensibilizando o professor, atingimos também os alunos", diz Marta, que em 2004 trabalhava com o Ensino Fundamental. Na Escola Projeto Vida, em São Paulo, há uma preocupação especial com o nível de leitura dos docentes. "Durante as reuniões pedagógicas, é reservado um tempo para os professores apresentarem aos colegas livros que já leram e de que gostaram", conta a orientadora educacional Maria Eugênia de Toledo. No último encontro do semestre, todos levam suas leituras prediletas para indicar aos colegas. Na volta das férias, eles se reúnem novamente para comentar as obras, criando um ambiente de estímulo até mesmo a outras atividades culturais, como cinema e teatro. "Nesses encontros, o professor mostra seu gosto e seu estilo, já que o livro não precisar estar ligado, necessariamente, à sua área", explica Maria Eugênia.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/oba-hoje-dia-leitura-423833.shtml
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