terça-feira, 22 de novembro de 2011

Roda de Leitura presta homenagem a Mário Jorge

A obra do escritor é tema de debate e leitura pública
Na Biblioteca os visitantes podem conferir uma exposição sobre o autor 
O escritor sergipano Mário Jorge Vieira é o homenageado da edição do projeto Roda de Leitura, que aconteceu na Biblioteca Pública Epifânio Dória na manhã dessa terça-feira, 22. O escritor completaria amanhã 65 anos de idade e além da leitura de textos, a homenagem contou com uma exposição sobre a vida do autor sergipano.

Sônia Carvalho, diretora da Biblioteca Epifânio Dória e coordenadora do comitê sergipano do Programa Nacional de Incentivo a Leitura (Proler) explica que a homenagem é feita com leituras e debates e que o evento é aberto ao público. “ Trabalhamos para divulgar a literatura em Sergipe. Não há obrigações em participar da roda de leitura, é só vim, ler e aprender”, garante Sônia Carvalho.

A roda de leitura acontece sempre na primeira e na terceira terça-feira de cada mês e homenageia escritores sergipanos com leituras mediadas e debates. O evento começa as 9h e é aberto ao público.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

'Praça de Leitura' será realizada neste sábado, no Jardim Cerejeiras


Neste sábado, dia 26 de novembro, a Prefeitura realiza mais uma “Praça de Leitura”, dessa vez na Praça Guanabara, no Jardim Cerejeiras. O evento acontece a partir das 13 horas. É uma boa oportunidade para você conhecer e ler livros e passar momentos gostosos que o ambiente da literatura pode oferecer.
Nesse projeto, as praças se transformaram em verdadeiras bibliotecas ao ar livre. Todo mês, uma praça da cidade recebe os livros, que ficam à disposição para a comunidade. Os livros podem ser lidos no local ou cedidos por empréstimo, mediante apresentação de RG e comprovante de residência.
O evento é promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, e faz parte do projeto educacional “Leitura no Coração da Escola”, que atende crianças de 1º ao 5º ano.

domingo, 20 de novembro de 2011

Livro que coloca em dúvida suicídio de Van Gogh revela alquimia entre arte e vida




Autorretrato de 1888. Influência do pontilhismo de G. Seurat, gravura japonesa e  imagens oníricas - Reprodução
Reprodução
Autorretrato de 1888. Influência do pontilhismo de G. Seurat, gravura japonesa e imagens oníricas
 
Ele tinha "um sol na cabeça e uma tempestade no coração": tais palavras, usadas para descrever o pintor francês Eugène Delacroix, foram memorizadas por Vincent van Gogh e poderiam facilmente ser aplicadas ao próprio holandês.
Da sua turbulenta vida emocional, repleta de solidão e desespero, emergiu - numa única década incandescente - uma profusão de pinturas encantadoras e vibrantes que realizaram a ambição dele de criar uma arte capaz de proporcionar consolo aos enlutados e redenção aos desesperados. Imagens que pudessem "dizer algo reconfortante, assim como a música é reconfortante - algo que invoque o eterno": estrelas fosforescentes rodopiando num céu noturno sob o luar amarelado; um conjunto de lírios radiantes florescendo num verdejante jardim iluminado pelo sol do Mediterrâneo; uma revoada de corvos batendo suas asas sobre a vastidão dourada dos campos de trigo sob um céu tempestuoso.
Na sua nova e magistral biografia, Van Gogh: The Life, Steven Naifeh e Gregory White Smith proporcionam ao leitor uma viagem guiada pelo mundo pessoal e pela obra do pintor holandês, esclarecendo a evolução da sua arte ao mesmo tempo em que articulam uma teoria - certamente controvertida - para explicar a morte dele aos 37 anos.
Embora o suicídio à bala já tenha se tornado parte do mito do artista torturado que envolve e disfarça Van Gogh, Naifeh e Smith destacam que há problemas nesta hipótese - como o ângulo do disparo, o desaparecimento da arma e de outras provas, e a longa caminhada que Van Gogh, já ferido, teria de fazer para voltar ao seu quarto. Em vez disso, eles propõem uma intrigante teoria alternativa, da qual os primeiros rumores foram ouvidos pelo historiador da arte John Rewald na década de 30 durante uma visita a Auvers, pequena cidade francesa onde Van Gogh morreu.
De acordo com Naifeh e Smith, um agressivo adolescente chamado René Secrétan, que gostava de vestir uma fantasia de caubói comprada depois de assistir ao espetáculo do Velho Oeste trazido por Buffalo Bill, foi provavelmente a fonte da arma (vendida ou emprestada a ele pelo encarregado da estalagem local). Secrétan e seus amigos costumavam provocar o excêntrico Van Gogh, e os autores sugerem que tenha havido algum tipo de encontro entre o pintor e os rapazes no dia do disparo. "Depois que a arma foi tirada da trouxa de René", escrevem eles, "qualquer coisa pode ter ocorrido - seja de maneira intencional ou acidental - entre um adolescente irresponsável cheio de fantasias do Velho Oeste, um artista inebriado que nada sabia a respeito de armas, e uma pistola antiquada com tendência a apresentar defeitos".
Os autores argumentam - de maneira não inteiramente convincente - que Van Gogh, profundamente infeliz, "recebia a morte de braços abertos", e Secrétan pode ter proporcionado a ele "a fuga pela qual o pintor ansiava sem ser capaz de ou estar disposto a dar cabo de si mesmo, depois de passar a vida criticando o suicídio como ‘covardia moral’".
Não há provas claras que corroborem esta teoria, como é afirmado, discretamente, num apêndice à biografia do pintor. E é assim que as coisas deveriam ser, já que o verdadeiro motivo para se ler este livro nada tem a ver com as especulações a respeito da morte de Van Gogh, e sim com a extensa crônica que estas páginas nos trazem da vida e da arte dele, e da alquimia entre ambas. O retrato mais amplo de Van Gogh que emerge deste livro já é conhecido por aqueles que leram biografias anteriores do pintor - principalmente o sucinto estudo de David Sweetman, publicado em 1990 -, mas ganha corpo com detalhes tão profusos quanto as pinceladas de uma de suas obras mais tardias.
Enquanto a biografia de Jackson Pollock, escrita e publicada pelos mesmos autores em 1989 e que inexplicavelmente ganhou o Prêmio Pulitzer, recorria a um freudianismo reducionista para tentar explicar a arte daquele pintor, este volume se esforça ao máximo para evitar o estabelecimento de elos simplistas entre a galvânica obra de Van Gogh e as suas dificuldades emocionais. (Os autores parecem concordar que seu ocasional comportamento incomum era provocado por um tipo de epilepsia, assim como concluiu um dos médicos de Van Gogh.) Em vez disso, Smith e Naifeh examinam disciplinadamente o desenvolvimento de suas ideias, suas técnicas, sua notável capacidade de aprender por osmose as lições dos demais pintores e transformá-las em suas próprias inovações.
Ao escrever este livro (e preparar um site complementar com anotações), os autores recorreram muito ao material de arquivo e aos estudos do Museu Van Gogh, de Amsterdã, e principalmente a uma nova edição das cartas de Van Gogh, que levou 15 anos para ser preparada e foi publicada em 2009. Como ocorreu com biógrafos anteriores, a capacidade deles de retratar de maneira convincente a vida interior de Van Gogh depende muito dessas notáveis cartas - uma correspondência que não apenas nos proporciona uma crônica dos altos e baixos do seu quadro maníaco, do seu processo criativo e do seu complexo relacionamento com o irmão, Theo, como também atesta seus imensos dotes literários e sua determinação férrea de aprender e crescer como artista.
Valendo-se dessas cartas e dos desenhos e pinturas de Van Gogh, Naifeh e Smith nos proporcionam um minucioso mapa anotado daquilo que permeava sua filosofia e sua arte. Por mais que pudesse ser errático e difícil, por mais que sofresse de colapsos nervosos e depressões, Van Gogh estava longe de ser o maluco consagrado pelo mito. Sua arte e sua sensibilidade foram moldadas pela sua ávida leitura de autores como Dickens, Shakespeare, George Eliot e Zola, assim como sua admiração por uma sucessão de pintores e o cada vez maior museu de imagens que ele mantinha na cabeça informaram a evolução da sua visão e da sua técnica enquanto pintor.
As primeiras pinturas de Van Gogh, retratando camponeses, foram inspiradas em parte por Millet, e aspiravam, de acordo com os autores, "celebrar não apenas a união dos camponeses com a natureza", mas também "sua sólida resignação diante do árduo trabalho". Suas pinturas posteriores, usando uma paleta elétrica, deviam algo aos impressionistas, movimento ao qual Theo buscava atraí-lo na esperança de que Vincent pintasse mais paisagens e usasse cores mais vivas para produzir telas mais atraentes aos compradores.
Van Gogh aprendeu também com o pontilhismo de Seurat, com a primitiva simplicidade das gravuras japonesas e com a aceitação das imagens oníricas proposta pelos simbolistas. Smith e Naifeh traçam com destreza a trajetória das peregrinações de Van Gogh, evocando a intensa atmosfera de fermentação criativa da Paris dos anos 1880. Eles dissecam a maneira com a qual o inquieto, obsessivo e altamente contraditório intelecto de Van Gogh assimilava e transformava, faminto, filosofias, iconografias e até pinceladas díspares, e também a sua passagem da exploração do efeito da luz sobre as superfícies às escavações mais intensas da sua própria psique, das simples descrições da realidade a um estilo mais expressionista que recriaria o mundo como espelho do seu próprio "coração fanático".
No decorrer do caminho somos presenteados com vislumbres de como o uso - uma verdadeira ginástica - que Van Gogh fazia das cores refletia as constantes mudanças do seu humor: o perfurante amarelo de um vaso de girassóis saudando o sol que banhava a vida dele em Arles; a serenidade de uma nova paleta de violeta, lavanda e lilás que se esgueirava para dentro dos quadros dele enquanto o pintor estava no Asilo de São Paulo, em St. Rémy; os tempestuosos azuis e as perigosas nuvens, sugerindo uma visão ameaçadora da natureza, conjurada na tela tardia Trigal com Corvos.
Aquilo que Naifeh e Smith capturam de maneira mais poderosa é a extraordinária disposição de Van Gogh em aprender, em perseverar contra as dificuldades, em continuar pintando depois que os primeiros professores criticaram sua obra, quando uma facilidade natural parecia iludi-lo, quando suas telas não encontravam compradores. Havia uma tenacidade similar nos seus comoventes esforços para preencher o vazio emocional da sua vida: rejeitado por sua família burguesa, que o enxergava como um rebelde instável; sufocado nas suas tentativas de seguir seus impulsos religiosos e se tornar um pregador; manipulado pelas mulheres que desejava; ridicularizado pelos vizinhos, que o consideravam louco; prejudicado por um competitivo Paul Gauguin, com quem esperava forjar uma fraternidade artística.
O único elo contínuo na vida de Van Gogh era com o irmão Theo, um negociante de arte, que lhe proporcionava apoio emocional, criativo e financeiro. Os autores deste livro conseguem transmitir o amor e a exasperação sentidos por Theo em relação ao seu exigente e necessitado irmão, e também quanto Vincent temia a possibilidade de perder a devoção de Theo. E eles traçam o arco do intenso e tumultuado relacionamento entre os irmãos no decorrer dos anos, culminando na morte de Vincent em julho de 1890, seguida pela morte de Theo seis meses depois.
O anseio por elos emocionais que acompanhou Vincent van Gogh por toda a sua vida seria, é claro, finalmente transformado em duradoura realidade na sua arte. "O que desenho é aquilo que vejo com clareza", escreveu ele num momento em que começava a encontrar a própria vocação. No desenhar, prosseguiu ele, "posso falar com entusiasmo. Encontrei uma voz". / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
VAN GOGH: THE LIFEAutores: Steven Naifeh e Gregory White Smith
Editora: Random House
(Importado, 953 págs., R$ 97,70)

sábado, 19 de novembro de 2011

Frei Betto: menos miltância e mais ficção

Um Frei Betto inspirado fez a plateia da 7ª Fliporto gargalhar na manhã deste sábado, em Olinda, ao interpretar um texto que circula na internet sobre como a imprensa brasileira cobriria a a história da Chapeuzinho Vermelho, imitando, inclusive, seus narradores. Isso tudo para mostrar que uma história pode ser contada e interpretada de várias maneiras.
Em Pernambuco para falar sobre processo criativo, comentou que trata os livros como filhos e que neste momento está grávido de trigêmeos. Supersticioso, não abre de forma alguma o tema que tratará neles. Mas garante que todos serão de ficção. "Já esgotei minha capacidade de ensaio. Estou me livrando da camisa de força da militância política e deixando o universo onírico falar", contou o autor mineiro que acaba de lançar o romance histórico Minas de Ouro (Rocco).
As obras políticas, como Batismo de Sangue e Cartas da Prisão, e sua experiência durante o período da ditadura militar, no entanto, dominaram boa parte da conversa mediada por Bia Corrêa do Lago.
Presença constante em eventos literários país afora, o religioso disse que reserva 120 dias do ano para escrever. "Não são seguidos, mas são sagrados. Me isolo, aproveito para rezar um pouco mais e faço também algum exercício físico." E para descansar dos livros em construção, cria historias infantis.
Ao contrário de Deepak Chopra, que deixou a mesa de autógrafos na noite de ontem quando ainda havia leitores na fila, Frei Betto não levantou até que o último livro, o da atriz Maria Paula, fosse assinando. Agora também escritora, Maria Paula aproveitou para deixar com Frei Betto um exemplar de Liberdade Crônica (Faces), que lança amanhã na Fliporto. 
De Olinda, onde plantou uma muda de baobá depois de sua palestra, Frei Betto segue para Ouro Preto. Ele participa do Fórum das Letras neste domingo. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Projeto de incentivo à leitura encerra com apresentações de teatro

Durante todo o ano de 2011, 750 alunos de 6º ao 9º ano das escolas municipais de São Gabriel do Oeste, participaram do Projeto Livro Vivo de estímulo à leitura. O contato com a literatura e os contos de fadas culminou com a apresentação de várias peças de teatro baseadas nos livros lidos. O encerramento do projeto aconteceu nesta sexta-feira (18), no CCTA.
Criado em 2010, o projeto busca incentivar o amor pelos livros por meio de representações das histórias, leitura em grupo, dinâmicas, elaboração de paródias e acrósticos, além da leitura em casa. “A necessidade de uma comunicação melhor no mercado de trabalho é visível e pra isso precisa haver a melhora na escrita e na fala. E a leitura auxilia nesse aspecto”, aponta o secretário de Educação, Jeferson Tomazoni.
Para o prefeito Sérgio Marcon, é preciso incentivar o prazer da leitura desde a infância. “Parabenizamos a todos que se envolveram no projeto”, aponta o prefeito, que agradeceu a Editora Paulus pela doação de livros aos alunos participantes do projeto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Começa hoje a 6ª Balada Literária em São Paulo

Debates do ano passado lotaram - Divulgação
Divulgação
Debates do ano passado lotaram
Começa nesta quarta-feira, 16, uma balada diferente. Não será na Vila Olímpia, nem no Baixo Augusta. Haverá, sim, uma pedra no meio do caminho. E, em vez de apenas dançar e beber, os participantes, sobretudo, lerão, discutirão e respirarão literatura. É a 6ª Balada Literária, que até domingo, trará mesas com escritores e, em menor escala, shows, exposições e peças de teatro nas regiões de Pinheiros, Vila Madalena e Avenida Paulista. Toda a programação será gratuita e, para participar, o público deverá chegar uma hora antes de cada evento e retirar senha. A abertura de hoje, no entanto, já está com os ingressos esgotados (será o show Poemúsica, com Adriana Calcanhotto, às 21h, no Sesc Pinheiros).
O escritor homenageado deste ano é Augusto de Campos, que completou 80 anos em fevereiro. Usando recursos visuais como a disposição geométrica das palavras na página e a aplicação de diferentes tipos e cores, Campos foi um dos precursores da poesia concreta no Brasil.
Amanhã, às 17h30, o homenageado e o cantor Caetano Veloso participarão de uma mesa de debate no Centro Cultural B_arco, em Pinheiros. Eles falarão, respectivamente, de concretismo e tropicalismo. Mais cedo, às 14h30, na Livraria da Vila, os interessados na intermediação entre as linguagens da TV, cinema e literatura poderão conferir os escritores Adriana Falcão e Marçal Aquino discorrerem sobre o tema.
Na sexta-feira, os destaques ficam por conta da mesa literária da qual farão parte os escritores Paulo Lins, autor de "Cidade de Deus", e Índigo. O evento será na Livraria da Vila, às 11h. No mesmo local, às 16h30, será possível assistir também à palestra do britânico Edwin Williamson, biógrafo de Jorge Luis Borges. E, no Instituto Itaú Cultural, às 19h30, o cantor Tom Zé abordará poesia e música. "É bem capaz de ele dar uma palhinha", diz Marcelino Freire, organizador da Balada Literária.
No sábado, às 11h, o dia começa com a escritora Adriana Lunardi falando de metáforas na Livraria da Vila. Às 14h, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, Fabrício Carpinejar conversará com autoras experientes e também com as estreantes Juliana Amato e Lorena Martins.
Uma boa opção para fechar esse dia é assistir, às 20h, no Instituto Itaú Cultural, à palestra com o escritor gaúcho João Gilberto Noll, ganhador de vários prêmios, entre eles, cinco Jabutis. Após a conversa, Noll atuará na peça de teatro "Solidão Continental", de sua autoria. E para quem quiser curtir shows e exposições, ficam duas dicas: a mostra "Tempo Suspenso", de Isabel Santana Terron, em cartaz desde o começo da festa, na Livraria da Vila. E para encerrar o evento, no domingo, às 20h, no Centro Cultural B_arco, show do cantor Aloísio Menezes.
Locais da Balada:
Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros). Tel. (011) 3082-5023.
Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37, Bela Vista). Tel. (011) 3285-6986.Centro Cultural B_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros). Tel. (011) 3081-6986
Espaço Plínio Marcos (Praça Benedito Calixto).
Goethe Institut (Rua Lisboa, 974, Pinheiros). Tel. (011) 3296-7000.
Itaú Cultural (Av. Paulista, 149, Paraíso). Tel. (011) 2168-1777
Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena). Tel. (011) 3814-5811.
Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros). Tel. (011) 3095-9400.