quarta-feira, 31 de agosto de 2011



Seis bibliotecas já emprestaram 470 mil livros


Nas Estações Santa Cecília e Paraíso, e futuramente na Tatuapé, os espaços culturais são integrados às bibliotecas Embarque na Leitura, que emprestam livros de graça ao público.
A primeira foi inaugurada em setembro de 2004, na Estação Paraíso do Metrô. Outras cinco estações - Tatuapé, Luz, Largo Treze, Santa Cecília e Brás, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - têm bibliotecas. No total, elas reúnem quase 24 mil títulos, entre romances, policiais, infanto-juvenis e autoajuda.
Gerenciadas pelo Instituto Brasil Leitor, com o apoio do Ministério da Cultura, as seis bibliotecas já emprestaram mais de 470,8 mil livros e contam com cerca de 45 mil sócios cadastrados. Entre os títulos mais retirados estão A menina que roubava livros, de Markus Zusak; Fortaleza Digital e Anjos e Demônios, de Dan Brown; e O caçador de pipas, de Khaled Hosseini. Além de emprestar livros, as bibliotecas promovem atividades como tarde de autógrafos, conversa com escritores, contadores de história e distribuição de livros. 

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,seis-bibliotecas-ja-emprestaram-470-mil-livros,627590,0.htm

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Na escola, alunos sentem o gosto de publicar livros

Com menos de 15 anos de idade, ainda no ensino fundamental, estudantes de algumas escolas paulistanas já experimentaram o gosto de serem autores de livros. Em geral são obras coletivas, fruto de projetos de pesquisa com finalidade didática e muita dedicação, que extrapolam os limites da sala de aula.
Resultado surpreendente. Estudantes do 9ºano do Colégio regina Mundiu, na zona sul de São Paulo; obra Matemática nas Profissões, escrita pelos alunos, foi lançada na Livraria Cultura - Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE
Resultado surpreendente. Estudantes do 9ºano do Colégio regina Mundiu, na zona sul de São Paulo; obra Matemática nas Profissões, escrita pelos alunos, foi lançada na Livraria Cultura
Para os 70 alunos do 9.º ano do Colégio Regina Mundi, na zona sul, anteontem foi um dia emocionante, pois ocorreu o lançamento do livro Matemática nas Profissões, na Livraria Cultura. Trata-se de um projeto desenvolvido nas aulas de matemática que deu tão certo que os professores não se conformaram simplesmente em dar nota e passar para o próximo assunto.
"Todo professor de matemática escuta direto a pergunta: Por que tenho de aprender isso?", explica a docente Elaine Barrela sobre o surgimento da ideia do trabalho. "Dividimos as turmas em grupos, e cada um teve de investigar como se usa a matemática em determinada profissão, com pesquisas e entrevistas. Eles se envolveram bastante, o resultado foi surpreendente."
O resultado impressionou também os autores. "Não pensava que iria tão longe. Tenho muito orgulho do nosso trabalho", diz o aluno Vinícius Ferraioli de Paula, de 14 anos. "Fizemos tudo no livro: pesquisa, textos e ilustrações. Para mim, a parte mais difícil foi escrever. Nunca tinha feito um texto tão grande."
O Livro da Maria-Fedida, produzido pelos estudantes do 1.° ano do ensino fundamental de 2008 do Colégio São Domingos, surgiu de uma ideia proposta pelos próprios alunos. "Eles observaram ovinhos na escola e quiseram descobrir do que se tratava", conta a professora Renata Aguiar, que orientou o projeto. Foram as 21 crianças que pesquisaram, escolheram que informações entrariam e fizeram os desenhos que ilustram a obra.
Primeiro, o trabalho virou um livreto distribuído para as famílias. Mas a mãe de um aluno, dona da editora Alameda, viu no material potencial para bem mais. "Quando contei em classe a proposta de transformar o projeto em livro de verdade, eles ficaram alucinados, toparam na hora", lembra a professora. "Vou nas livrarias e fico muito feliz em ver um produto da escola também do lado fora dos nossos muros. A escola hoje não pode ficar fechada nela mesma."
Depois dessa experiência, as professoras Eloise Janczur Guazzelli e Wilma de Brito Camargo lançaram um outro livro infantil, o Ponto de Vista, produzido a partir de desenhos dos alunos nas aulas de artes. A obra incentiva o leitor a também ser produtor de arte.
Uma das pioneiras em transformar o trabalho escolar em obra vendida nas livrarias foi a professora Theodora Maria de Almeida, com o Quem Canta Seus Males Espanta, de 1998. O livro já está na 31.ª edição.
As músicas foram gravadas e as ilustrações, feitas pelos alunos do ensino infantil do colégio Bola de Neve naquele ano. "Era um trabalho que nasceu a pedido dos pais, que vinham me perguntar como se cantava determinada música que os filhos aprendiam na escola", diz Theodora. "Mas eu conhecia um pessoal de uma editora, e eles acharam a ideia bárbara."
Modelo de sucesso. Em alguns colégios, a experiência dá tão certo que a escola resolve repetir o modelo nos anos seguintes. Pela segunda vez neste ano, alunos do 5.° ano do Colégio Santo Américo produziram um livro. O projeto da disciplina de língua portuguesa de 2009 - escrever em formato de cordel a história do clássico Odisseia - fez sucesso e teve tanta qualidade que virou um livro.
"O que fez a diferença foi o empenho. No início nem tínhamos a ideia de publicar um livro", afirma a professora Sheila Stadafora. "Eu aparecia no corredor e os alunos já faziam coro, pedindo aulas para produzir o cordel. Não queriam saber de outro assunto."
Este ano, a coletânea de contos de fada Clássicos em Cordel foi lançada na quarta-feira, em um sarau para as famílias. Um DVD com as histórias narradas pelos alunos acompanha a obra. Isadora Monteiro, de 10 anos, conta que o projeto a ensinou a trabalhar em equipe. "Cada um tinha uma função: um contava os versos, outro montava rimas. Foi tudo muito legal."
Na escola Humboldt, o programa Poemas e Aquarelas vem sendo replicado desde 2004 por alunos do 7.º ano, cada vez com um novo tema. "É um trabalho interdisciplinar, que envolve português e artes, mas também pode incluir geografia, ciências, história", diz a coordenadora Ivani Gatta. "Primeiro a gente amplia o repertório do aluno sobre aquele tema, depois o estimulamos a produzir." 
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,na-escola-alunos-sentem-o-gosto-de-publicar-livros,629366,0.htm

domingo, 28 de agosto de 2011

Com livros eletrônicos, hoje o leitor parece menos só



Muita coisa tem sido escrita sobre o poder da tecnologia de conectar as pessoas. Mas enterrar o nariz num livro sempre implica certo isolamento - com a declaração tácita de que o leitor não quer ser perturbado. Mas, e no caso de um aparelho que se assume no lugar do livro?
"As pessoas estranhas sempre indagam", disse Michael Hughes, membro de Johns Hopkins Bloomberg School de Saúde Pública, em Baltimore, referindo-se ao seu iPad, que usa para ler romances e tudo o que não seja ficção. Ele garante que hoje as pessoas se aproximam mais dele do que quando levava um livro.
"Desconhecidos vão chegando, pedem para ver o aparelho, tocar, perguntam se gosto dele", lembra Hughes. "Isso raramente ocorre com um livro."
Com os preços em queda, as vendas crescem. No mês passado, a Amazon reportou que este ano, até o momento, as vendas do Kindle triplicaram em relação a 2009. Quando a Amazon reduziu o preço do aparelho de US$ 259 para US$ 189, ela vendeu 180 livros eletrônicos para cada 100 impressos.
O hábito da leitura solitária em público pode mudar com a popularidade crescente dessas leitoras. De repente, o leitor isolado no canto parece menos só. Como alguns aparelhos podem exibir livros mantendo, ao mesmo tempo, o usuário online é grande a chance de o velho rato de biblioteca estar também plugado numa conversa, segundo Paul Levinson, professor de comunicações e estudos de mídia na Fordham University.
O rato de biblioteca carrega o estigma de que quando se está lendo ninguém quer se socializar. "Mas a leitora eletrônica mudou isso, já que ela está intrinsecamente conectada a sistemas maiores", observou. Para muitos, esses aparelhos são um acessório necessário. "Hoje, comprar literatura ficou interessante de novo."
Para Debra Jaliman, dermatologista de Nova York, o iPad ajudou-a a acabar com o estigma de ler isolada em público. "Sempre houve certo preconceito com relação às pessoas que ficam sozinhas lendo um livro, mas já não é mais assim com o avanço da tecnologia. Estamos numa era de alta tecnologia e a facilidade e portabilidade do iPad acaba com qualquer ideia negativa associada a uma pessoa lendo um livro isolada dos outros."
Nem todos concordam que os leitores de e-books tornam tornou as pessoas mais abordáveis. Na verdade, em alguns casos prevalece o oposto. Para Jenny Block, escritora e colunista de Dallas, o seu Kindle é um modo mais fácil do que um livro para afastar as pessoas. "Parece que envio a mensagem "não me perturbe"", diz ela, acrescentando que o último livro que leu no Kindle foi Sex at Dawn: The Prehistoric Origins of Modern Sexuality.
"E isso é bom. Ele manda este aviso: "Estou habituada a fazer isso; não fique com pena de mim." / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO 
Fonbte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,com-livros-eletronicos-hoje-o-leitor-parece-menos-so,601901,0.htm

sexta-feira, 26 de agosto de 2011




Chega ao País livro sobre menina que entra nos sonhos

"Sonhei que estava dentro do sonho do meu marido, assistindo exatamente ao que ele via. Acordei no meio da noite e escrevi sobre aquilo", conta a escritora americana Lisa McMann, 42 anos. Ali era plantada uma semente que logo daria frutos. Era 2006 e, ainda naquele ano, os primeiros rascunhos da trilogia "Wake" - que pode ser traduzido como "despertar" - começavam a tomar a forma do seu primeiro romance homônimo. Lançado em 2008 nos EUA, o livro acaba chegar ao Brasil.
Era o início da história da colegial Janie Hannagan, 17 anos, que tem o estranho poder (ou seria maldição?) de conseguir entrar nos sonhos de outras pessoas. Assim como Lisa fez naquela noite de 2006, ao "entrar" no sonho do marido. Maldição, sim, porque a garota faz isso contra a própria vontade. Pior: ela não só assiste, como interage e é afetada pelos sonhos. Numa das passagens mais agonizantes do livro, Janie é sugada para os sonhos de sua melhor amiga: Carie. Nele, ela vê a moça se afogando e sente seus pulmões se encherem d''água.
Outra ideia que ocorreu à Lisa McMann enquanto dormia: na infância, ela sonhava em ver seu irmão se afogando. "Era um pesadelo assustador", disse a autora ao Jornal da Tarde. Outros sonhos, ela queria que se tornassem reais. "Quando tinha 8 anos, vivia sonhando que a garagem da nossa casa era uma loja de doces. Acordava e ia até lá correndo, mas nunca encontrava nada (risos)", lembra.
Um sonho, porém, se tornou realidade. Em 2008 - ano de seu lançamento nos EUA -, "Wake" entrou na lista dos livros infantis mais vendidos do jornal americano New York Times. O mesmo aconteceu com seus sucessores - "Fade" e "Gone" - lançados em 2009 e 2010, nos EUA. "Foi uma surpresa incrível. O melhor momento da minha vida", ela diz. "Fade" tem previsão de ser lançado no Brasil em setembro deste ano.
Tal foi o sucesso dos livros que logo Hollywood já prepara uma adaptação. Paramount e MTV Films compraram os direitos autorais de "Wake" para transportar o filme para as telonas. Ainda em fase inicial de pré-produção, o longa tem Miley Cyrus - menina da vez, depois do sucesso do seriado "Hannah Montana" e com carreira de cantora pop rentável - como provável protagonista, no papel de Janie. As informações são do Jornal da Tarde.
Lançamento: Wake. Lisa McMann. Novo Século. Preço: R$ 24,90 
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,chega-ao-pais-livro-sobre-menina-que-entra-nos-sonhos,587137,0.htm

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Livros


Ideias visionárias
Autor de livros sobre grandes executivos, como Michael Dell e Bill Gates, o escritor se debruça, desta vez, sobre aquele que é considerado o pai da administração moderna, esmiuçando seus conceitos sobre gestão, liderança, estratégia e inovação, entre outros temas tratados numa das raras entrevistas concedidas por Peter Drucker.

A cabeça de Peter Drucker
Autor: Jeffrey A. Krames
Editora: Sextante
Preço: R$ 24,90
Sucessos e fracassos
"Quando simplificar demais pode complicar a vida das empresas" é o subtítulo deste livro do consultor brasileiro. Ele usa como exemplo mais de 40 cas0s de sucessos e fracassos no mundo corporativo, como o recente vazamento do poço da British Petroleum e o bem-sucedido projeto da Nokia Siemens para aumentar a inclusão digital na Índia, para destacar os erros e os acertos das empresas.

Vivendo com não elefantes
Autor: Yves Moyen
Editora: Virgiliae
Preço: R$ 59,30 

terça-feira, 23 de agosto de 2011


Com Facebook, menos jovens britânicos optam por livros--pesquisa



Os jovens britânicos estão abandonando Dickens, Shakespeare e Keats em troca do Facebook e Twitter, e um em cada seis deles passa um mês sem ler livro algum, apontou uma pesquisa.
O levantamento, que envolveu entrevistas com 18.141 crianças e jovens dos oito aos 17 anos, também constatou que menos de metade dos entrevistados optam por ler livros não obrigatórios para a escola ao menos uma vez por mês.
A exposição do grupo à palavra escrita deriva principalmente de mensagens de texto, e-mails e de visitas a sites de redes sociais como o Facebook e o Twitter.
A pesquisa foi realizada pelo National Literacy Trust, uma organização assistencial britânica. "Fazer com que essas crianças leiam e ajudá-las a amar a leitura é uma maneira de mudar suas vidas e lhes dar novas oportunidades e aspirações", afirmou Jonathan Douglas, o diretor da organização, em comunicado.
Os alunos mais velhos mostravam "probabilidade bem superior à dos mais novos" de não terem lido qualquer livro nos 30 dias anteriores, de acordo com a pesquisa.
A tendência que isso revela pode ter consequências significativas para jovens a caminho de se tornarem adultos.
"Estamos preocupados com a possibilidade de que um em cada seis adultos venha a enfrentar problemas de leitura sérios, porque sua capacidade de ler pode ser igual ou inferior à de uma criança de 11 anos", disse Douglas.
Dadas as indicações de que a frequência de leitura apresenta correlação direta com realizações pessoais, abordagens novas são "urgentemente necessárias" para encorajar os jovens a lerem mais, afirmou a organização.
A organização descreveu uma proposta do secretário da Educação britânico, Michael Gove, para que os alunos de escolas britânicas leiam 50 livros por ano na faixa dos 11 anos de idade, como "um imenso desafio", tendo em vista as constatações da pesquisa.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


''Livros dão chance para que a escola eduque''




O livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século faz parte do Programa Apoio ao Saber que destina anualmente, desde 2008, três títulos literários para alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) e ensino médio. De acordo com a secretaria estadual de Educação, o livro foi distribuído apenas aos estudantes do 3º ano do ensino médio. A coletânea reúne autores como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Dalton Trevisan, Lygia Fagundes Telles, Hilda Hilst, entre outros autores cujos textos são frequentemente utilizados em exames vestibulares. A pasta afirma que "textos literários que retratam a sexualidade e outros aspectos da vida são oportunidades previstas na lei para que a escola exerça sua função de ensinar e educar". 
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,livros-dao-chance-para-que-a-escola-eduque,591717,0.htm

domingo, 21 de agosto de 2011



Quartos para quem vive entre os livros


Quartos de hotel com poesia nas paredes. Bibliotecas abarrotadas de clássicos. Ou prédios inteiros que ainda conservam a aura do ilustre escritor que fez daquelas paredes sua morada. Amantes de literatura não precisam ficar fora de seu hábitat quando estão em viagem a alguns cobiçados destinos internacionais. Confira opções para visitar (e se hospedar) enquanto a próxima Flip não vem.
Library Hotel, NY
libraryhotel.com
Os 6 mil livros dispostos nas prateleiras, à disposição dos hóspedes, justificam com sobras o título hotel-biblioteca. Os volumes estão organizados por temas - como literatura, história, filosofia e arte -, cada qual em um andar. A sala de leitura fica aberta 24 horas e há, ainda, o Jardim da Poesia, com confortáveis cadeiras. Outra opção é a Biblioteca Pública de Nova York, a alguns passos dali. Diárias a partir de US$ 379 (R$ 665).
Hotel de Las Letras, Madri 
hoteldelasletras.com
O clássico edifício de 1917 foi remodelado para abrigar esse modernoso hotel na Calle Gran Vía, que concentra parte do agito cultural na capital espanhola. Os quartos - decorados com cores fortes - têm nas paredes frases de livros ou de poesias. Para ler mais (e com o conforto que você tem em casa), basta visitar a biblioteca do hotel. Diária a partir de 106 (R$ 245).
L"Hotel, Paris 
l-hotel.com
Um de seus quartos foi a última morada de Oscar Wilde - apesar de restaurado, preserva ares tradicionais. O charme e elegância do hotel procuram traduzir a atmosfera glamourosa da Paris dos anos 1960. Diárias a partir de 280 (R$ 647)
Pera Palace, Istambul
greatistanbul.com
Construído em 1892 para servir de abrigo aos ricaços que desembarcavam do lendário Expresso do Oriente, o hotel recebeu em seus quartos cabeças coroadas, milionários em geral e inúmeros artistas. Poucos, no entanto, deixaram tantas marcas no palacete quanto Agatha Christie - foi lá que ela escreveu as primeiras páginas de Assassinato no Expresso Oriente. O quarto 411, onde ela dormiu, foi preservado em sua homenagem. Atualmente fechado para reforma, o hotel tem reabertura prevista para setembro.
Majestic, Porto Alegre
ccmq.com.br
A Casa de Cultura Mário Quintana, às margens do Rio Guaíba, era originalmente o luxuoso Hotel Majestic, onde o poeta viveu entre 1968 e 1980. O acervo do espaço inclui vasto material sobre Quintana, disposto no mezanino. Já o segundo andar reconstitui com peças originais o último quarto em que ele morou.

sábado, 20 de agosto de 2011


Devotas dos livros


Sem a menor sombra de dúvida, 50% do que aconteceu no plano editorial, em que já cruzamos a barreira dos 135 milhões de exemplares vendidos, é responsabilidade da minha agente literária Mônica Antunes." As palavras do escritor Paulo Coelho, em entrevista exclusiva ao Feminino, revelam o poder e a importância deste profissional, que atua fazendo a ligação entre autores e editoras, mas que ainda é dificilmente encontrado no Brasil.
Função. Segundo Lucia Riff, o papel do agente é múltiplo
Diversos são os motivos, como o fato de não se publicar tantos títulos no Brasil como se faz, por exemplo, na Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, ou pela simples razão de os próprios autores ainda desconhecerem o trabalho de um agente. "Aqui, o agente literário ainda é uma figura rara. Já no exterior, são eles que detêm a maior parte dos direitos sobre as obras que desejamos comprar e traduzir no Brasil", explica Vivian Wyler, gerente editorial da Rocco, no mercado há mais de 30 anos e responsável pela edição de obras completas como a de Clarice Lispector e J. K. Rowling, autora de Harry Potter.
Para a agente literária Alessandra Pires, que tem 40 clientes e atua na área desde 2003, a escassez de profissionais é também reflexo do fato de o Brasil não ter a tradição de vendas de direitos autorais lá fora, mas sim ser um comprador de direitos autorais. "Nos Estados Unidos, quase todos os autores têm um agente, aqui não chegamos a 10", acredita. "Um dos maiores entraves é a língua, já que o segmento é dominado pelo inglês e espanhol. É muito caro traduzir uma obra para apresentá-la lá fora. É por isso que eu não invisto no mercado estrangeiro", avalia.
 
Direitos. Alessandra Pires acompanha todo o processo
O grande facilitador. O maior objetivo do agente literário é apresentar o trabalho do autor para uma editora que corresponda ao mesmo perfil da sua obra. "Há situações em que os autores mandam romances para editoras que só publicam livros de não-ficção. O grande diferencial do agente literário é saber qual texto pode ser absorvido por determinada editora. Dessa forma, as chances de publicação são maiores", conta Alessandra.
Na verdade, a figura do agente literário é a de um facilitador para ambas as partes, pois, além de filtrar a produção literária que será apresentada às editoras, o agente sabe lidar com os contratos de edição, conhecimento necessário que os autores não têm. Até encontrar "o lar certo para o autor", como se diz no meio, o trabalho é árduo e exige muita paciência e persistência. Consiste em leituras exaustivas dos originais, e em enviá-los às editoras, cobrá-las, fazer propostas, ofertas, redigir os contratos e envolver-se em negociações até que a parceria seja firmada e formalizada.
A partir daí o trabalho continua. "Tudo que envolve direitos autorais, direitos de imagem, passa pelo agente literário. Desde a escolha da melhor editora, avaliação de projetos, de convites, preparo e avaliação de contrato. Nossa função é estar ao lado do autor e ajudá-lo em todas as decisões ligadas à sua obra e à sua imagem para qualquer pessoa ou empresa que queira utilizar ou adaptar a obra do autor, como diretores e produtores de teatro, de cinema e de televisão, organizadores de eventos, publicidade e muitos outros", conta Lúcia Riff, uma das mais renomadas agentes brasileiras, com invejável cartela de clientes.
Na sua conta, listam nomes como Rachel de Queiroz, Mario Quintana, Ariano Suassuna e Carlos Drummond de Andrade. "Lucia sempre apresenta novas oportunidades para a difusão da obra de Drummond. Graças à ela, nunca tivemos nenhum inconveniente ou mal entendido", conta Pedro Drummond, neto de um dos mais importantes autores brasileiros.
Ao lado dos autores nacionais, figuram na cartela dos agentes literários, muitos clientes estrangeiros. "Esses clientes são agências literárias e editoras de vários países representadas por nós no Brasil e, em alguns casos, também em Portugal", conta Lúcia.
Conhecimento. Sem a exigência de um diploma específico, o trabalho do agente literário é pautado pelo conhecimento detalhado da lei de direitos autorais nº 9610/98. "Nós atuamos em nome do autor para proteger seus direitos relacionados à obra, e, se for preciso, iniciar qualquer ação, incluindo ação legal, para obter compensação por prejuízos que forem causados ao proprietário pelo não cumprimento dos termos do contrato", conta Mônica, que fundou a Sant Jordi Agência Literária, em Barcelona, em 1994, com a missão de representar exclusivamente a obra de Paulo Coelho.
Ela bateu de porta em porta para apresentar às editoras as primeiras obras do autor. Hoje, trabalha diretamente com mais de 120 editoras, em 70 países, com cerca de 455 traduções dos seus títulos publicados em 71 idiomas. "Nosso objetivo é maximizar o valor do trabalho do autor. O que move o agente literário é o amor pela literatura", conta.
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,devotas-dos-livros,591280,0.htm

sexta-feira, 19 de agosto de 2011



Rodolfo Walsh: saem livros de autor morto pela ditadura


A curta vida do escritor e jornalista argentino Rodolfo Walsh (1927-1977), um dos milhares de desaparecidos na última ditadura argentina, não permitiu que ele tirasse partido do prestígio que tornou seus livros leitura obrigatória dentro e fora da Argentina. Dois deles serão lançados no Brasil no final de setembro, Operação Massacre (tradução de Hugo Mader), pela Companhia das Letras, e Essa Mulher e Outros Contos (traduzido por Sérgio Molina e Rubia Prates Goldoni), pela Editora 34. Ambos saem no País como parte do Programa Sur de Apoio à Tradução, do governo argentino. O primeiro, sua obra mais conhecida, lançada em 1957 - um ano após o histórico perfil que Truman Capote fez de Marlon Brando nos EUA - contribui para o advento do que depois seria conhecido como "new journalism" (novo jornalismo), gênero que cruza a narrativa jornalística com a literária. O segundo, Essa Mulher, traz contos em sua maioria inéditos no Brasil e publicados em vida por Walsh, que teria sido assassinado numa emboscada preparada pelo regime do general Jorge Rafael Videla, segundo seus companheiros de militância.
Reprodução
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Rodolfo Walsh, escritor e jornalista argentino
Walsh integrou o grupo guerrilheiro Montoneros, usou vários codinomes e se engajou na resistência contra a ditadura militar, sendo acusado de ser o cérebro que arquitetou o atentado a uma cafeteria em Buenos Aires em julho de 1976, dois meses antes do assassinato de sua filha María Victoria, também montonera. Abalado, Walsh escreveu uma carta aos amigos, em que selou, de certa maneira, o próprio destino. Nela, o escritor dizia que o cemitério seria "nossa memória", referindo-se à necrocracia que marca desde tempos imemoriais a vida política argentina, sempre exumando corpos de líderes e nunca livre dos fantasmas do passado. Evita, por exemplo.
A mãe dos descamisados abre o conto que dá título ao livro Essa Mulher sem ser ao menos mencionada uma única vez. É como se Walsh soubesse que depois dela iriam surgir outras Evitas para ocupar o lugar da mãezinha morta da nação, que ronda a Casa Rosada como um espectro. Sua morte, portanto, é vista como uma imolação em nome da memória a que se referia o escritor na carta sobre o assassinato da filha. Se a Argentina tem facilidade para esquecer as atrocidades do passado, Walsh seria o homem que iria lembrar para sempre a matança decretada em 1956 por outra ditadura, a de Pedro Eugenio Aramburu (1955-1958). Ela foi o resultado trágico do levante contra Aramburu - ocorrido a 9 de junho de 1956, sob o comando dos generais Juan José Valle e Raul Tanco - reprimido com violência pelo regime, que executou de forma sumária 30 pessoas. É essa a história que Walsh conta em Operação Massacre.
No final de 1956, o escritor, então jornalista, estava jogando xadrez em um café na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires. Lá se falava mais de enxadristas que de Aramburu ou do almirante Isaac Rojas, autores do golpe militar contra o presidente Juan Domingo Perón um ano antes, em setembro de 1955. Inesperadamente, quando todos estavam concentrados nas jogadas, alguém disparou uma informação lacônica: "Há um fuzilado que está vivo." O vivo era uma das pessoas marcadas para morrer justamente em junho daquele ano no lixão de León Suárez, na Grande Buenos Aires. Ali, militares e civis peronistas liderados por Valle foram massacrados, antes mesmo de ser decretada a lei marcial. No entanto, alguns deles, gravemente feridos, sobreviveram e se esconderam.
Walsh deixou os peões e o rei de lado e saiu para investigar a chacina. Suas reportagens foram publicadas no jornal Mayoría. Na sequência, os textos foram compilados em formato de novela e publicados em Operação Massacre. Não é um simples livro-reportagem. Trata-se de um sofisticado exercício literário que exigiu de Walsh muita dedicação e atenção. Teve nada menos que três revisões depois da edição original (em 1964, 1969 e 1972). Especialistas examinaram todas as versões e concluíram que as transformações da escritura permitem rastrear as diferentes propostas de leitura sugeridas por seu autor. Mais uma vez, engana-se quem imaginar que Operação Massacre aborda apenas a chacina de anônimos civis pela ditadura de Aramburu. Walsh sugere novos pactos de leitura a cada edição. Não por acaso, seu livro tem sido classificado como uma peça literária de não-ficção, precursor da novela considerada pioneira no campo do new journalism, A Sangue Frio (1966), de Capote.
Pode-se usar a ficção para narrar o horror? Essa é a pergunta que se fez o escritor argentino Ricardo Piglia ao escrever um texto antológico sobre o colega, Rodolfo Walsh y El Lugar de La Verdad. A resposta estava numa declaração do próprio Walsh, feita em 1970. Ele defendia que a denúncia política elevada à categoria de novela se tornava inofensiva, ou seja, sacralizava-se como arte. Por outro lado, o documento, o testemunho, abriria imensas possibilidades artísticas. Foi o caminho que ele escolheu. Operação Massacre, diz Piglia, "é uma resposta ao velho debate sobre o compromisso do escritor e a eficácia da literatura". Walsh opta pelo relato documental para fazer boa ficção, retomando, segundo Piglia, uma tradição que remonta a Facundo, o clássico de Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888).
O escritor, continua Piglia em sua análise, é um "historiador do presente, que fala em nome da verdade", um autor que denuncia os meandros do poder. Sua Carta Aberta à Junta Militar, enviada pouco antes de seu desaparecimento é, segundo o autor de Dinheiro Queimado (Plata Quemada), "o exemplo mais alto de sua escritura política". Para Walsh, afirma Piglia, a ficção seria a arte da elipse, o que explica sua escritura de caráter alusivo e sua construção visceralmente contrária às simplificações do realismo social. O jornalismo, conclui o ficcionista, seria sobretudo uma forma de fazer circular a verdade, mas sua literatura, segundo Piglia, faria uso de duas poéticas, a do testemunho pessoal e a do panfleto - o que inclui o citado Sarmiento e nacionalistas como o cético Martínez Estrada.
O estilo preciso de Walsh fica claro nesse derradeiro texto-testamento, Carta Aberta à Junta Militar, declarou ao Estado o jornalista Carlos Ulanowsky, autor de diversos livros sobre a história do jornalismo argentino. A "carta aberta" inclui uma longa lista dos crimes contra a Humanidade cometidos pela ditadura militar em seu primeiro ano. "Não é panfletário. É um texto de uma densidade informativa impressionante", afirma Ulanowsky. "A todos nós, jornalistas, nos ensinaram que era preciso trabalhar com a verdade, que esse era o capital principal do jornalismo", continua. "No entanto, Walsh, em diversas investigações, disfarçava-se, tal como o alemão Günter Wallraff, que escreveu Cabeça de Turco", compara. "Ele não vacilava em ser outro para buscar a verdade." Contam que, ao ser encontrado pelos militares que o teriam assassinado, ele estava vestido como um ancião, alguém 25 anos mais velho.
Walsh, na carta, acusava o governo de banir os partidos políticos, amordaçar a imprensa, perseguir e aprisionar milhares de pessoas, torturar militantes e criar campos clandestinos para executar advogados, juízes, jornalistas e analistas internacionais. O escritor colombiano Gabriel García Márquez, Nobel de literatura de 1982, considera a carta "uma joia da literatura universal". Eles se conheceram em 1959, quando Walsh foi para Cuba, onde havia triunfado a revolução de Fidel Castro. Ambos criaram a agência de notícias Prensa Latina.
Rogelio García Lupo, jornalista, companheiro de militância política na juventude e colega de trabalho de Walsh em Cuba e na Argentina, afirmou ao Estado que seu falecido amigo se destaca mais de três décadas após sua morte "pela qualidade do texto, sua marca de autor". García Lupo e Walsh divergiam sobre a implementação da revolução à moda cubana na Argentina. "A analogia com nosso país foi um erro grave", argumenta García Lupo. "Isso foi um suicídio, o que ficou demonstrado", constata. "Enfim, foram decisões pessoais." O jornalista conta que perdeu contato com Walsh meses antes de sua morte. "Ele o fez por motivos de segurança, pensando em mim, já que eu não estava envolvido com a guerrilha dos montoneros." Ocasionalmente, García Lupo recebia alguma mensagem de Walsh. "Só fiquei sabendo de seu assassinato dias ou semanas depois."
Foi em 1970 que Walsh começou sua atividade política de resistência aos governos militares junto à organização nacionalista Montoneros. Seu nome de guerra tinha um toque irônico, professor Neurus, referência ao desenho animado de mesmo nome sobre um cientista maluco que usava óculos de grossas lentes como ele. Com o início da última ditadura, em 1976, Walsh criou uma rede de informação que operava de forma secreta, a Agência de Notícias Clandestina (Ancla). No dia 25 de março de 1977, Walsh colocou nas caixas de correio localizadas nas imediações do Congresso Nacional os envelopes que continham sua carta à Junta Militar, também enviada às principais redações do país.
Walsh estava na esquina das avenidas San Juan e Entre Ríos quando um grupo de militares da Escola de Mecânica da Armada (Esma), o maior centro de torturas da capital argentina, controlado pela Marinha, o encontrou. Um dos oficiais disse posteriormente que ele tentou se defender com uma pistola. Outros relatos indicam que Walsh - à beira da morte, sangrando abundantemente, com o tórax quase partido pelos tiros - teria sido colocado dentro da viatura militar e levado à Esma. Seu corpo nunca foi encontrado.
"Ele me disse, pouco antes de morrer, que se orgulhava de ser combatente", declarou há poucos anos a filha do jornalista, Patricia Walsh, ex-deputada de esquerda. Em outubro de 2006, 12 militares acusados de envolvimento na morte de Walsh foram detidos. Os oficiais estão atualmente sendo julgados pelo assassinato do jornalista.
Descendente de irlandeses, Rodolfo Walsh nasceu no vilarejo de Lamarque, próximo à cidade de Choele-Choel, que fica na província de Río Negro. Cursou o ensino fundamental numa escola irlandesa católica. A experiência de ter um sobrenome com aquela origem não foi das mais agradáveis para o garoto. Vítima de bullying escolar - a mesma prática ameaçadora disseminada hoje entre os estudantes, especialmente pela internet -, o menino Walsh guardaria na memória as perseguições da molecada, recontando mais tarde essa experiência em seus contos. Sérgio Molina, cotradutor do livro Essa Mulher e Outros Contos, observa que essas lembranças da infância fazem Walsh trabalhar num registro quase bíblico, marcado por uma linguagem violenta. "Histórias como Um Quilo de Ouro são exemplos de uma literatura que combina lances autobiográficos com ficção."
Outro conto que relembra os anos de escola é Irlandeses Atrás de Um Gato, sobre um garoto de 12 anos com cara de "limão verde", fraco e com um modo inumano de se mover. Walsh se vê solitário, indefeso, em meio a uma autêntica massa disforme de garotos perversos. Ricardo Piglia, na entrevista que acompanha a edição brasileira de Essa Mulher, fala sobre a textura desses contos, definindo-a também como uma escritura bíblica e de alguma forma relacionada ao irlandês James Joyce e ao americano William Faulkner. Walsh concordava com ele, especialmente quando falavam de Joyce, por causa de algumas histórias suas ambientadas em colégios de padres, mas se sentia mais próximo de Lord Dunsany (1878-1957), precursor da literatura fantástica e também campeão de xadrez.
Rodolfo Walsh acreditava que era preciso "dessacralizar" a literatura. Naquela mesma entrevista a Ricardo Piglia, ele defende que "o Ocidente fez do escritor uma imagem tão monstruosa como da atriz: a da puta do bairro". Borges, segundo Walsh, foi exceção: "Ele preservou sua literatura confessando-se de direita." Nenhum escritor de direita, argumenta, se questiona se em vez de fazer literatura não seria melhor entrar para a Legião Cívica. Para ele, não bastava ser de esquerda para escrever bem. Era preciso suar. E ler José Hernández tanto como a Leopoldo Marechal, Roberto Arlt e Juan José Saer. Essa é a grande Argentina que sobrevive aos ditadores, à barbárie, aos vendavais assassinos da ignorância.
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,rodolfo-walsh-saem-livros-de-autor-morto-pela-ditadura,598330,0.htm

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Mais de 200 municípios não receberão livros didáticos do MEC em 2011


Balanço do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) mostra que 222 municípios não aderiram ao Programa Nacional do Livro Didático (PNDL). Em 2011, essas cidades não receberão o material, que será distribuído gratuitamente pelo Ministério da Educação (MEC) a todas as escolas públicas de educação básica. No País, a adesão chegou a 96%
A partir deste ano, as Secretarias da Educação  ou entidades precisam preencher um termo de adesão ao programa. Segundo o MEC, o objetivo da mudança foi evitar o desperdício. Antes, todas as escolas da rede pública recebiam os livros, mas, em alguns casos, as redes de ensino optavam por adquirir materiais didáticos de sua preferência, como apostilas, e não utilizar as obras enviadas pelo governo federal.
Quem ficou de fora do PNLD 2011, mas queira receber as obras em 2012, pode firmar o termo de adesão com o FNDE a qualquer momento.
No próximo ano, o PNLD vai atender a estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental com obras de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira (inglês ou espanhol).

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,mais-de-200-municipios-nao-receberao-livros-didaticos-do-mec-em-2011,599715,0.htm
 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011



Editores registram aumento na venda de livros

As vendas de livros no Brasil geraram um faturamento de R$ 4,5 bilhões para as editoras em 2010. O montante supera o resultado de 2009 em apenas 2,63%. No entanto, o número de exemplares comercializados subiu 13,12%, atingindo 437,9 milhões, apontou pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Ayrton Vignola/AE-21/12/2010
Ayrton Vignola/AE-21/12/2010
Estratégia. Preço baixo é forma de conquistar a classe C
O descompasso entre o faturamento e as vendas é explicado pela redução do preço médio dos livros. A queda real acumulada é de 34% desde 2004.
Na avaliação da presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Sônia Jardim, a redução está ligada ao ganho de escala das editoras e à necessidade de oferecer títulos com valores adequados à renda da nova classe média. "O ingresso do consumidor da classe C demanda preços mais baixos, então as empresas têm lançado livros de bolso, há competição de descontos na internet e cresce a venda porta a porta", afirma Sônia.
Apesar desses fatores resultarem em margens mais apertadas, Sônia vê positivamente os resultados, ressaltando as perspectivas de avanço das vendas.
O segmento que mais cresceu em vendas foi o de livros religiosos, excetuando-se as compras do governo. A explicação mais provável, segundo a professora Leda Paulani, da Fipe, também é o avanço da classe C. Em segundo lugar, vieram os livros didáticos, influenciados pela mudança ortográfica. Com as novas regras, os pais deixam de reaproveitar os livros usados pelos filhos mais velhos.
Censo. Junto com a pesquisa anual sobre o setor editorial, que é feita de acordo com uma amostra de editoras selecionadas, a Fipe conduziu o Censo do Livro, com base em dados de 2009.
O levantamento, considerado uma radiografia apurada do setor, apontou que o mercado de obras gerais, que inclui livros de literatura, é maior do que se imaginava, respondendo a 31,35% do faturamento, 7,15 pontos porcentuais a mais do que o estimado anteriormente. O grosso das receitas vem dos livros didáticos, profissionais e voltados ao ensino superior: 59%. Os religiosos respondem por quase 10%.
O canal de distribuição que mais cresceu no período foi o porta a porta, puxado pelas vendas via catálogos. Antes focada nas visitas a residências, essa modalidade tem apostado agora em universidades, empresas e órgãos públicos.
Embora a pesquisa tenha sido feita com base nas vendas de editoras, também reflete as vendas das livrarias, segundo Sônia. "Esse mercado é calcado cada vez mais na consignação. Quando a editora informa uma venda, quer dizer que lá na ponta o produto já foi adquirido pelo consumidor", diz. A pesquisa foi feita em conjunto com a Câmara Brasileira do Livro (CBL). 
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,editores-registram-aumento-na-venda-de-livros,759488,0.htm