sábado, 4 de junho de 2011

A menina que não roubava livros

A menina que não roubava livros
Texto


"Minhas notas, em todas as matérias, melhoraram ainda mais", diz Tainá
Ela mora em Catanduva, interior de São Paulo, e apesar de ter só 12 anos de idade, já leu centenas de livros. Como prêmio, pôde conhecer pessoalmente o governador do estado de São Paulo, José Serra, e transformou a própria escola em referência no incentivo a leitura. Veja a seguir a história de Tainá Alves dos Santos. 
“Adoro ler desde que fui alfabetizada, aos 6 anos de idade. Aqui em casa meus pais e meu irmão mais velho lêem jornais e revistas, mas eu gosto mesmo é de livros. No início deste ano, a Escola Estadual Jardim Imperial, onde eu estudo, lançou um projeto que me animou ainda mais. Funciona assim: a cada livro lido, a gente cola uma bolinha no corpo de uma centopéia de cartolina que ganhamos na aula de Educação Artística. O objetivo é formar a maior centopéia, ou seja, ler o maior número de livros. Ganhei disparado na minha escola, com 230 volumes. É tanto livro que o corpo da minha centopéia dá várias voltas na cartolina.
Um resumo para cada livro
A maioria dos livros que eu li são fininhos: eles têm menos de 50 páginas. Parece pouco, mas eu li cada um, linha por linha, para fazer um resumo que entregamos à professora de Português. Como prêmio, fui recebida no Palácio dos Bandeirantes pelo governador de São Paulo, José Serra. 
Costumo escolher os livros na biblioteca da minha escola. Eu me oriento pelo nome e pelo resumo na orelha ou na contracapa. Minhas histórias favoritas são de aventura, romance e suspense. Entre os autores para crianças, recomendo Fernando Sabino, Ana Maria Machado, Ruth Rocha e o poeta Manoel de Barros.
Notas ainda mais altas
Desde que comecei a ler bastante tenho mais facilidade em entender os textos nas aulas de Português. Além disso, aprendi a escrever corretamente e tenho muito mais idéias para a redação. O resultado é que as minhas notas em todas as matérias, que já eram boas, melhoraram ainda mais. 
Gosto de ler de manhã, sentada na minha cama. À tarde vou à escola, e de noite ainda leio mais um pouquinho, em vez de brincar ou ver televisão. Ler é muito mais interessante, pois eu me sinto como se estivesse vivendo as histórias. Parece até que eu posso ver as personagens. 
Meu livro favorito é sobre um rapaz que ajuda um amigo da internet a largar as drogas. Mano descobre o amor, de Heloisa Prieto e Gilberto Dimenstein, me ensinou a valorizar ainda mais os amigos. Já com Tchau, da Lygia Bojunga Nunes, vi como é importante para as crianças que os pais fiquem juntos. Rebeca, a personagem principal do livro, sofre muito quando os dela se separam. 
No ano que vem vou pra 7ª série. Quando eu crescer, quero fazer uma faculdade, ainda não sei qual. Outro sonho é escrever um livro com a história da minha vida. Até lá, vou continuar lendo bastante para viver muitas aventuras!”.

 Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/garota-que-le-406909.shtml








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