sábado, 28 de maio de 2011

O crepúsculo de Drácula

Texto
Rodrigo Salem

Keanu Reeves no filme Drácula de Bram Stoker, de Francis Ford Coppola
Cada época tem o Drácula que merece. As histórias de vampiro se incluem naquela categoria de mitos duradouros que, recontados de forma diferente em cada era, dizem muito sobre o espírito de seu tempo. Seguindo essa linha de pensamento, como interpretar o sucesso da saga literária Crepúsculo, da autora americana Stephanie Meyer. O que vampiros vegetarianos, que usam seus caninos afiados para perfurar alface e rúcula, têm a dizer sobre os tempos atuais? 
Para responder a essas perguntas, é necessário ir às origens do mito. Os primeiros relatos sobre as criaturas que um dia seriam conhecidas pelo nome de "vampiros" surgiram por volta do século 12. Durante mais de 200 anos, a superstição sobre o homem morto que volta à vida após o pôr do sol se disseminou pela Europa. A lenda começou a virar objeto de interesse cultural apenas no começo do século 19, quando o ítalo-britânico John Polidori escreveu o conto The Vampyre para a publicação inglesa New Monthly em 1819. 
O nobre errante que atraía mulheres inocentes para se alimentar de seu sangue foi inspirado em um companheiro de viagens chamado George Gordon Byron. Sim, ele mesmo, Lord Byron, o poeta que escreveu a mais arrebatadora versão do Don Juan (outro mito que atravessa eras) - e que se tornou popstar em sua época tanto pelos versos quanto pela vida aventurosa. De onde se depreende que a figura literária do vampiro é, na origem, romântica. Em sua primeira encarnação literária importante, no entanto, o vampiro nada tinha de sedutor.
Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/crepusculo-vampiros-551263.shtml

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