segunda-feira, 30 de maio de 2011

Leitura para toda a escola

Leitura para toda a escola
Arlete Santos, mãe de Victor e Beatriz, alunos do EMEIEF Cata Preta, lendo para as crianças no ponto de ônibus
Em dezembro de 2005, quando Cláudia Zuppini Dal Corso e Silvana Aparecida Santana Tamassia foram chamadas para assumir o comando da EMEIEF Cata Preta, no município de Santo André, na Grande São Paulo, a situação era desanimadora. Setenta alunos tinham sido reprovados e 58,7% dos matriculados chegavam ao último ano do primeiro ciclo sem estarem alfabetizados. Para piorar, no fim de 2006 foi divulgado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola: apenas 3,9, ante à média da rede municipal de 4,8. Ambas já haviam trabalhado juntas em 2003 na EMEIEF Jardim das Maravilhas, também em Santo André, e, por formarem uma boa dupla de gestão, foram convidadas a resolver os problemas da Cata Preta. Hoje, por decisão da comunidade, a escola chama-se Carolina Maria de Jesus, nome de uma escritora que morava numa favela e cuja história se assemelha à dos moradores da região. 
Assim que tomaram posse, as gestoras estabeleceram como meta alfabetizar todos os alunos de até 8 anos de idade e melhorar a linguagem escrita dos 1,2 mil estudantes com a implementação de um grande projeto de incentivo à leitura, o Programa Lendo e Aprendendo. Em meados de 2007, as duas receberam um reforço na equipe, o da assistente pedagógica Gilne Gardesani Fernandez, que contribuiu para melhorar ainda mais os resultados que já apareciam. Toda a comunidade foi envolvida: professores, funcionários, alunos e pais passaram a ter momentos diários de leitura e a escola ganhou novos espaços dedicados aos livros. Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e graças a uma parceria com a pasta de Cultura, Esporte e Lazer, a equipe investiu na formação dos professores. As atividades foram sistematizadas: diretora e coordenadora pedagógica montaram tabelas com as avaliações dos estudantes para discussão nas reuniões pedagógicas semanais e nos conselhos de ciclo. "O que fizemos foi pensar sempre em prol do aluno", afirma Silvana. "O envolvimento da equipe diretiva permitiu que os resultados fossem efetivos", observa Cláudia.  
 Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/leitura-toda-escola-470184.shtml

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