Títulos não disponíveis em áudio nas sete bibliotecas públicas de São Paulo que oferecem material para deficientes visuais ou no acervo da Fundação Dorina podem ser encomendados gratuitamente. No Programa Crer para Ver, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o usuário contribui com os CDs para a gravação dos audiolivros e tem prioridade na leitura. Devolvido, o novo título volta às prateleiras da biblioteca.
A maior delas, a Louis Braile, que funciona no Centro Cultural São Paulo e tem mais de 6 mil títulos, em braile e áudio, tem estúdio próprio.
Na Fundação Dorina Nowill, oito ledores e cinco editores contratados gravam os audiolivros em dois estúdios, na sede, e outros 30 voluntários leem de casa. O serviço é gratuito, financiado por patrocinadores.
Com R$ 10 por mês, é possível patrocinar o envio de uma revista semanal, em áudio, para uma pessoa com deficiência.
Na quinta-feira, Rosa de Carvalho Costa e Silva, de 74 anos, entoava a voz como numa dublagem ao ler A Décima Profecia. "É preciso transmitir emoção porque eles (deficientes visuais) vão "ler" o livro não por meio dos nossos olhos, mas da nossa fala."
Já os didáticos, como não demandam entonação, são digitalizados em voz por um programa de computador. O trabalho, no entanto, envolve detalhes, como a substituição de palavras abreviadas ou em outros idiomas, que o computador não entende.
No arquivo, um editor reescreve, por exemplo, o nome do psicanalista Freud como "fróide" para que o programa transcreva em voz a palavra na fonética correta.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,livros-podem-ser-encomendados-em-audio,500531,0.htm
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